Dois anos após uma agradável temporada em Miami, voltei para aproveitar as temperaturas amenas do fim de novembro e para conferir os estragos da recessão que afeta os EUA desde o final de 2007.
Lojas vazias, preços ótimos, restaurantes cheios.
Como cheia também estava a ópera La Traviata, encenada no magnífico teatro Adrienne Arscht, um complexo de arquitetura arrojada, dedicado às artes cênicas. Perto dali também assistimos um concerto de musica clássica em imponente catedral católica. Nem só de compras e praia vive Miami. Cada vez mais, seu lado cultural se expande, assim atendendo uma crescente população internacional, motivadas pelas empresas do mundo inteiro que tem na cidade suas sedes para operações latino americanas. Só vi mais franceses nos EUA, em maio passado, em Nova York.
Muitos turistas reclamam da pobreza da vida cultural da cidade, mas isso não é verdade. É só abrir o maior jornal local, o Miami Herald, e ver quantos bons espetáculos a cidade oferece. A diferença é as distancias só negociáveis mesmo de carro. Miami não é Nova York, onde os teatros estão lado a lado. Se o turista estiver devidamente motorizado e munido de bom GPS, com nível razoável de inglês (na cidade o espanhol ajuda muito) e um pouco de boa vontade, a diversão é certa e de alta qualidade.
Mesmo com crise econômica,