Finalmente as instituições financeiras estão tomando consciência de seu papel, na promoção de um meio ambiente mais saudável. A questão vai muito além do simples uso de papel reciclado, de economia de energia e outras práticas ambientalmente corretas ou desejáveis.
O II Congresso Brasileiro de Responsabilidade Sócio-Ambiental nas Instituições Financeiras realizado nos úlitmos dias de agosto, em São Paulo, mostrou essa nova visão de mercado especialmente no Brasil, onde a poupança interna é baixa e há falta de linhas de crédito dirigido a obras de infraestrutura e ao setor produtivo em geral (indústria e agronegócio).
Há trinta anos questões ambientais eram vistas como algo que só interessava a ecologista xiita, que gostava de criar obstáculos ao desenvolvimento. Recentemente essas instituições passaram a perceber a necessidade do estudo do impacto sócio-ambiental de projetos que solicitam financiamento.
No Brasil, Amigos da Terra- Amazônia Brasileira, em uma iniciativa pioneira e desenvolvida desde março de 2000, procura "assegurar que investimentos e financiamentos de instituições financeiras minimizem o impacto adverso sobre os recursos naturais, estimulem o desenvolvimento sustentável e respeitem as comunidades eventualmente afetadas por seus projetos". Além disso, eles representam a BankTrack, que "monitora as operações das instituições financeiras privadas e seus impactos sobre as comunidades e o meio ambiente (www.banktrack.org)". Além de treinamento e orientação na área, eles realizam pesquisas e informação e procuram estimular as melhores práticas.
Boa parte das linhas de financiamento existentes estão concentradas nos bancos públicos, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e em particular o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento. Em 1995 foi criado o chamado Protocolo Verde, assinado pelo BNDES, Banco do Brasil, Basa (Banco da Amazônia), Caixa Econômica Federal e Banco NB.
O BNDES tradicionalmente tem o papel de fomentar e promover o desenvolvimento no Brasil. A preocupação ambiental está presente no aperfeiçoamento de critérios e procedimentos que facilitam a análise e avaliação do impacto sócio-ambiental dos diversos projetos, para que sejam ambientalmente sustentáveis. Assim, a questão ambiental que era vista como obstáculo passou a ser indutora e qualificadora.
As Perguntas