WM: Qual é a sua profissão?
Alex: Sou formado em Educação Física pela Universidade Federal de São Carlos, e especialização em Marketing esportivo pela Universidade de Colônia, na Alemanha, administrador de empresas com ênfase em Gestão de Pessoas e M.B.A em Gestão Estratégica de Empresas, pela UNICEP.
WM: Como o marketing aconteceu em sua vida?
Alex: Fiz parte da segunda leva de professores de educação física que contribuíram com a grande mudança no setor, na década de 80, quando a ginástica aeróbica "explodiu" nas academias. Com isso passei a dar consultorias nas áreas de "fitness" e "wellness", enfatizando campanhas estratégicas para captação de clientes, não apenas para academias, mas, para empresas dos mais variados setores. Nessa época eu fazia parte de um grupo de profissionais de marketing que elaboravam campanhas para a televisão e grandes eventos.
WM: O que é o "neuromarketing"?
Alex: É uma ferramenta muito recente que veio para mudar amaneira como vemos o marketing. Diria que o Neuromarketing é o genoma do marketing. Ou seja, a prova científica de sua existência e eficiência.
Com o Neuromarketing a ciência, através de testes em FMRI (Aparelhos de Ressonância Magnética) e Tomografia Computadorizada, conseguiu traçar as características das atividades cerebrais e as reações intrínsecas aos seres humanos, em relação à lei da atração por tudo o que os cerca.
WM: Qual é a diferença entre a neurolingüística e o neuromarketing?
Alex: A neurolingüística é uma ferramenta muito eficiente comprovada de maneira vivencial, carece de comprovação científica mais aprofundada, assim como o próprio marketing. O neuromarketing analisa como o marketing influência as pessoas e como técnicas como a neurolingüística, oratória, entre outras, podem ser adequadamente e eticamente empregadas de maneira mais eficaz.
WM: Quando surgiu o neuromarketing?
Alex: O neuromarketing surgiu a partir do final da década de 90 através de estudos de um grupo de pesquisadores de diversas universidades e principalmente, através de Gerald Zaltman, médico e pesquisador da universidade norte-americana de Harvard.
WM: As grandes corporações tem se interessado pelo neuromarketing?
Alex.: Muitas empresas já o usam. Todas as grandes empresas acabam entrando, como a GE, Coca-Cola, Mc Donalds, Daimler-Chrisler, entre muitas outras.
Uma certa mega corporação já investiu mais de 22 milhões de dólares em pesquisas nos últimos 3 ou 4 anos.
Outras marcas conhecidíssimas do grande público estão mudando as cores e estratégias, usando estudos de neuromarketing para consolidar ou ampliar suas participações no mercado.
Há uma pesquisa famosa realizada nos Estados Unidos entre a Pepsi e a Coca-Cola. O público americano gosta mais da Pepsi (em testes cegos), mas a Coca-Cola vende mais, já que sua propaganda cria sinapses mais eficientes em relação ao consumo.
Por isso, para uns o Neuromarketing é considerado a "Nova Onda", para outros, algo a ser estudado, para as grandes corporações, a mais poderosa ferramenta de marketing e os investimentos são feitos para que o "Genoma das Vendas" seja, finalmente, identificado.
Essas pesquisas são caríssimas, já que com testes de ressonância magnética e tomografia computadorizada, são estudados desde o fluxo sanguíneo até as áreas do cérebro que são mais ativadas, bem como as sinapses criadas pelos processos e campanhas de marketing.
Assim, é estudado o que atrai ou afastas as pessoas de determinado produto, pessoas e situações.