Não apenas pela liberação conseqüente aos movimentos dos anos 60, mas porque já não sem tempo, a sociedade resolveu assumir que esse aspecto da nossa vida é substancial para a preservação da humanidade e a estruturação psicológica do indivíduo no dia de prazer e/ou dor; vida e/ou morte.
Os mais diferentes estudos envolvendo a sexualidade estão presentes em todo e qualquer segmento da sociedade, do publicitário ao financeiro.
Uma pesquisa nas últimas semanas relacionou a satisfação sexual com a felicidade financeira. Os dados referem-se a 2007, ano em que o Brasil cresceu quase 5% e caiu o índice de vendas no mercado de medicamentos para disfunção erétil ou impotência sexual, como se diz vulgarmente.
Ou seja: de uma maneira simplista podemos concluir que com mais dinheiro no bolso as disfunções sexuais diminuem. Isso pode ser verdade ou não; mas a minha intenção ao fazer esse comentário vai um pouco mais além.
Satisfação e felicidade são duas palavras que, no que diz respeito à sexualidade, estão totalmente ligadas. Nesse tempo de Carnaval em que, como diz a música da Rita Lee, ´amor é bossa nova, sexo é carnaval´, quando as amarras ficam um pouco mais frouxas e a sensação de que o limite perigosamente máximo é a felicidade e ainda quando um filme faz sucesso com o apelo 'Sexo com Amor?' é valido conversar sobre isso.
Não quero fazer parte do grupo dos alienados, retrógrados ou dos definitivamente românticos e dizer que somente esse sexo com amor é bom. Pode sim ficar potencializado, talvez esse seja o ´viagra natural´, mas que sexo pode ser bom também sem amor, isso é verdadeiro; desde que venha de encontro ao meu desejo e, principalmente, obedecendo as regras de sexo saudável, seguro, respeito a mim e ao outro.
"Tia, estou viciada em viagra",