Hoje em dia somos bombardeados com as campanhas, movimentos, organizações, propagandas e discriminações contra os fumantes. É verdade que os médicos e os cientistas finalmente descobriram que o cigarro faz mal à saúde.
Lembro-me bem que nas décadas de 1950 a 1970, todos os filmes de Hollywood e todos os programas e novelas de televisão ostentavam atores e formadores de opinião fumando desbragadamente. Fumar era chique. Nas empresas, nas salas de reunião, os cinzeiros eram tão presentes quanto os blocos de papel e os lápis.
Os anti-tabagistas (e entre eles alguns ex-fumantes neuróticos, que compensam a sua vontade eterna de voltar ao vício com um ódio incontrolável diririgido, com inveja, a quem ainda fuma) estão certíssimos em exigir ambientes livres da fumaça de cigarros. Estão certíssimos também ao lutar para que se elimine esse vício horrível, essa droga (lícita) que é responsável por 80% dos casos de câncer no pulmão.
O cigarro é uma das drogas mais difíceis de largar. Já vi gente deixar a maconha sem sentir absolutamente nada e, ao tentar deixar o cigarro, sofrer demais com a síndrome da abstinência.
Como sempre, para as mulheres, a coisa é um pouco pior.
As mulheres fumantes morrem de medo de, largando o cigarro, engordar. E engordar, atualmente, é a maior desgraça que pode acontecer a uma mulher vaidosa.
Os jovens fumam (e muito) porque têm aquele pensamento mágico de "comigo não acontece".
O cigarro é vaso contritor. Aumenta os riscos cardiovasculares, causa a dpoc (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e pode levar ao câncer de pulmão ou ao câncer da boca, que é altamente mutilante.
Isso para ficar na lista mínima de malefícios causados pelo vício de fumar. (Quase escrevi "hábito de fumar", um consagrado eufemismo para tentar minimizar a humilhante situação de dependência vivida por todos os fumantes).