Evitar quedas na terceira idade: um grande desafio no dia mundial da osteoporose
As quedas são responsáveis por grande parte das internações e mortes - de forma direta ou indireta - de pessoas na terceira idade. E, por incrível que pareça, os principais motivos dessas quedas estão nas pequenas armadilhas no próprio ambiente doméstico: desníveis de um ambiente para outro, tapetes que deslizam, fios que atravessam áreas de passagem, escadas sem corrimão, iluminação deficiente, entre outros "pequenos descuidos".
O problema social gerado pelas quedas na terceira idade é tão grave que duas grandes sociedades médicas do país, a SBOT - Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a SBO - Sociedade Brasileira de Otologia, estão trabalhando unidas, desde o último dia 27 de setembro passado, numa grande campanha de informação, a CAMPANHA DE PREVENÇÃO A QUEDAS NA TERCEIRA IDADE, cujo objetivo é esclarecer e prevenir a população contra esse mal.
As quedas quando associadas à osteoporose - degeneração óssea que atinge grande porcentagem da nossa população - formam uma combinação de alto risco, que afeta significativamente a qualidade de vida e pode levar à morte.
A cada ano a preocupação das entidades ortopédicas internacionais com a osteoporose aumenta, à exemplo da AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons, que afirma que a osteoporose é, indubitavelmente, "uma patologia das mais relevantes na prática diária do ortopedista".
Osteoporose - o primeiro sinal
A osteoporose é considerada um grave problema de saúde pública e uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento. A incidência de doenças em mulheres mostra que as fraturas osteoporóticas são três vezes mais comuns que as doenças coronarianas, sete vezes mais que os AVC (Acidente Vascular Cerebral) e oito vezes mais que o câncer de mama. Atualmente, a osteoporose acomete mais de 20 milhões de brasileiros, particularmente mulheres após a menopausa e homens a partir dos 60 anos.
O diagnóstico destas fraturas nem sempre é fácil devido às chamadas "fraturas sub-clínicas", mas, já se sabe que elas são de suma importância no prognóstico e na tomada de decisão terapêutica.
"Uma fratura de punho que atendemos numa emergência é muitas vezes o primeiro sinal da doença e deve conduzir, no mínimo, a uma investigação adequada. É a primeira oportunidade que o ortopedista tem para encaminhar ou diagnosticar e tratar a osteoporose. Geralmente, ocorre em pacientes mais jovens e esses importantes sinais não podem ser perdidos, pois predizem uma possível fratura do quadril 15 a 20 anos antes dela ocorrer", afirma o ortopedista Henrique Mota, presidente do comitê de osteoporose e doenças osteometabólicas da SBOT.
As fraturas de vértebras da coluna são as mais comuns e mais freqüente das fraturas, muitas vezes aparecem espontaneamente e podem levar a deformidades estruturais e/ou posturais nos indivíduos ou a dores incapacitantes.