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Saúde

No galope da Equoterapia.
Data: 22/08/2001

Por: Thaís de Matheu F. Santos

 Deficientes físicos e mentais apostam nos cavalos em busca da recuperação

Os movimentos rítmicos e precisos do cavalo, a liberdade provocada pela sensação de cavalgar e o contato direto com o animal e com a natureza são capazes de fazer verdadeiros milagres no tratamento e recuperação de pessoas com problemas motores, mentais e até mesmo emocionais.

Desde a Grécia antiga usa-se a equitação para a saúde, mas só na década de 30, na Alemanha, tornou-se uma alternativa de cura. Em cada galopada são ativados vários músculos para favorecer uma reabilitação física e mental.

A equoterapia é um método terapêutico, que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho, auxiliando no desenvolvimento físico, psíquico e emocional de pessoas portadoras de deficiências. Cavalgar se constitui num prazeroso processo de aplicação dos melhores exercícios de coordenação que se conhece, além de proporcionar a sensação de independência, aumento da autoconfiança, do autocontrole e da auto-estima.

As atividades com os cavalos aumentam os períodos de atenção, possibilitando maior concentração e melhor disciplina. Nos distúrbios da fala e comunicação auxiliam na articulação de sons, fluência verbal e linguagem.

A equoterapia facilita o aprendizado pela atenção, concentração, disciplina e responsabilidade, a despeito das limitações intelectuais, psicológicas e físicas dos mais diversos tipos de comprometimentos motores, como paralisia cerebral, problemas neurológicos, ortopédicos, posturais; comprometimentos mentais, como a Síndrome de Down; comprometimentos sociais, como: distúrbios de comportamento, autismo, esquizofrenia, psicoses; comprometimentos emocionais, deficiência visual, deficiência auditiva, problemas escolares, tais como: distúrbio de atenção, percepção, fala, linguagem, hiperatividade, e pessoas "saudáveis" que tenham problemas de posturas, insônia, estresse.

Ao andar, o cavalo faz com que o praticante execute, mesmo que involuntariamente, movimentos tridimensionais horizontais (direita, esquerda, frente e atrás) e verticais (para cima e para baixo). Após 30 minutos de exercícios, o praticante terá executado de 1,8 a 2,2 mil deslocamentos, os quais atuam diretamente sobre o seu sistema nervoso profundo, aquele que é responsável pelas noções de equilíbrio, distância e lateralidade. Ou seja, o simples andar do animal faz dele uma máquina terapêutica, capaz de garantir ao deficiente uma capacidade motora que não possuía e, assim, restituir-lhe pelo menos uma parte das funções atrofiadas pelo comportamento físico.

O andar do cavalo se assemelha muito ao do ser humano, seu movimento com ritmo e balanço faz com que a musculatura e a coordenação do praticante se fortaleçam, e, associando a outras sensações provocadas pelo corpo do animal, melhora também a integração sensório-motora e a consciência de seu próprio corpo.

Características do tratamento

A equoterapia se divide em etapas de programas de atendimento, como: hipoterapia, equitação terapêutica e equitação pré-esportiva, sempre com técnicas adequadas e supervisionadas por uma equipe interdisciplinar, que pode ser formada por professores de equitação, pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e médicos especializados.

O cavalo é um fisioterapeuta para pessoas com deficiências físicas e um terapeuta para distúrbios mentais, mas este tratamento deve ser acompanhado por profissionais competentes, para evitar acidentes e procedimentos errados que, ao invés de ajudar, podem atrapalhar.

O contato com o cavalo em seu habitat, ao ar livre, e o acompanhamento de seu modo de vida produzem excelentes resultados em crianças. Nas sessões de equoterapia há um momento reservado para o praticante se acostumar com o animal. Uma experiência inesquecível é o praticante dar um banho no cavalo, pentear sua crina e alimentá-lo. Este contato direto, no seu dia a dia, acaba trazendo a percepção aos praticantes de como as coisas funcionam.

Como surgiu

O uso do cavalo como forma de terapia data de 400 a.C., quando Hipócrates utilizou-se do cavalo para "regenerar a saúde" de seus pacientes, e desde 1969 a NARHA (Associação Americana de Hipoterapia para Deficientes) vem divulgando na América do Norte o método que, na Europa, já é conhecido há mais de 20 anos.
No Brasil, a partir dos anos 70, quando foi criada a ANDE-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia), o tratamento tomou maior impulso, mas somente nos últimos seis anos é que se pode notar o verdadeiro crescimento desta modalidade terapêutica, dado o número crescente de centros de equoterapia em todo território nacional.
Em todo o Brasil, o Destacamento de Cavalaria passou a desenvolver o tratamento de equoterapia, atendendo à comunidade carente e filhos de policiais militares com a ajuda voluntária de militares e profissionais civis especializados. Atualmente existem unidades nas cidades de Campinas, Itapetininga e Bauru.

Há seis anos, o 35º Batalhão da Polícia Militar de Campinas, que possui o Destacamento de Cavalaria, junto com profissionais de saúde voluntários, desenvolvem esse tratamento em sua sede todas as manhãs de sextas-feiras, coordenado pelo capitão Pedro Henrique Martins Rodrigues. O trabalho, que dura um ano para cada paciente, é gratuito e há atualmente uma lista de 70 pessoas esperando por uma vaga.

Uma vez por semana, durante 30 minutos, o cavalo produz 23.520 oscilações motoras, que servem como estímulos psicomotores para o praticante. Esse tratamento é oferecido por profissionais voluntários, que dedicam algumas horas de seu dia para oferecer a estas pessoas a sensação de normalidade, que lhes foi tirada.

De acordo com Pedro Henrique Martins Rodrigues, Capitão Médico Veterinário e coordenador da equoterapia do 35º Batalhão da Polícia Militar de Campinas, a maior dificuldade da equoterapia é seu custo. "Este tipo de tratamento geralmente é feito pela Polícia Militar, pois já temos cavalos treinados e alimentados. Não tendo mão-de-obra, o custo diminui, seno quase zero para o Batalhão. Se fosse particular, o custo sairia bem mais caro, cerca de R$ 50,00 por aula", disse.
Para a fisioterapeuta do 35º Batalhão, Maria Cecília Diz, a recompensa maior está na alma. "Quando vejo que o deficiente consegue fazer um exercício, essa evolução acompanhada de um sorriso é a minha maior satisfação."


 


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