A jovem senhora ou menina medrosa, não sabe qual seria a colocação mais certeira, até tentou balbuciar uma desculpa pelo atraso, mas, de repente, com os olhos cheios de lágrimas, despediu-se e foi embora.
As outras, atônitas, sequer ousaram comentar, mas o silêncio traduzia a indignação e a carapuça que todas ali vestiam ao se sujeitarem a papéis que não mais fazem parte de seus discursos, mas que ainda se submetem por conta de hábitos, tradições ou preconceitos.
Creio, sinceramente, que em qualquer idade devemos ter atenção pelos nossos desafios pessoais, mas na maturidade, muito mais que isso, na maturidade devemos ter a obrigação em administrar o tempo presente e futuro, pois ele já é menor que o passado.
Avaliar sob seu ponto de vista pessoal e bem criterioso o que é medíocre, pobre e não perder seu tempo precioso administrando melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica mais madura, ainda não têm a maturidade suficiente para serem agradáveis no convívio.
Valorizando a essência, ter pressa e não ansiedade de conviver com pessoas que, ao valorizarem sua essência, não fogem de sua mortalidade, para que assim a vida valha a pena ser vivida e, como diz a música de Gonzaguinha, "viver e não ter a vergonha de ser feliz!".