Meses sem escrever. Talvez um ano sem ter nada de novo, interessante para contar para vocês, provocar reflexões, fazer a diferença, nem que fosse na vida de uma pessoa. Tempão sem escrever, talvez, por estar insensível às pequenas inspirações da vida, daquelas aparentemente "insignificantes" que causam grandes reflexões e, às vezes, mudanças. Verdade verdadeiríssima? Estava com preguiça de pensar na minha vida e de constatar que, infelizmente ou felizmente (isso só Deus sabe), minha vida está completamente diferente do que imaginei que estaria hoje. De quem é a culpa? Não sei. Minha, da vida, do destino, da preguiça, da ilusão, da infantilidade, dos erros, dos acertos... Sei lá! Não quero pensar sobre isso.
Mas algo muito especial ocorreu comigo. Achei que fosse um daqueles encontros que não passariam do "oi", "como vai", "casou?", "tchau". Não foi. Foi um daqueles encontros "escritos nas estrelas", preparados por Deus. Encontrei uma amiga que estudou comigo, na faculdade de Jornalismo. Manu (que não tem a menor cara de Emanuela, mas de Manu). Como foi bom te ver! Moramos na mesma cidade, pertíssimo uma da outra, mas o Céu separou aquele sábado à tarde. Caramba! Como foi bom encontrar essa amiga que não via há uns cinco anos.
Manu está mais bonita, mais mulher, mais feminina, mais inteligente, mais madura e eu arriscaria em dizer "mais inspiradora". Provocou em mim uma vontade enorme de ser "inspiradora" também. Porque, para mim, é isso que faz sentido na vida. Não quero viver como um enfeite de parede, viver somente para mim, mas quero ser uma pessoa do bem, sabe? Enxergar além, sair do senso comum. Não quero ser "básica", não vejo sentido nisso. Não sei se esse seria o comportamento em que Deus se orgulharia de mim, me daria o sorriso de aprovação que eu tanto almejo.
Manu está diferente, para melhor, lógico. Manu me reconquistou para a vida! Despertei! Despertei porque, diferente de 90% das colegas que encontro e reclamam de estarem sozinhas, da escassez na qualidade do mercado masculino, Manu está bem resolvida. Sozinha e (disse E porque me recuso a colocar um MAS) bem resolvida. Ela me fez refletir sobre muita coisa, principalmente sobre a maneira como tenho sido maquiavélica comigo mesma.
Sempre tive muita dificuldade de enxergar minhas qualidades, meus valores, meus pontos fortes. Todo mundo me enche de elogios e eu simplesmente não consigo vê-los. Geralmente agradeço, dou aquele sorriso amarelo, e nem paro para prestar atenção. Daquele "simples" bate-papo com a Manu - que se estendeu até a madrugada de sábado - eu percebi que, mais do que tudo, preciso mudar a forma de me ver. Cheguei em casa, olhei-me no espelho por minutos. Depois deitei na cama, fechei os olhos e tentei me ver por dentro.
Putz! Que seja bem-vindo esse grande desafio!