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Os homens dos filmes das nossas vidas
Data: 18/06/2004

Por: Fernanda Domingues

Não sejamos hipócritas. Toda mulher, desde a mais conservadora até a mais "tô nem aí" já parou para imaginar o homem da sua vida. E quando se trata especificamente de "esboçá-lo", nossa imaginação vai a mil! Afinal, quem nunca idealizou o lugar da Julia Roberts no filme Uma Linda Mulher ou da Meg Ryan em Quando um homem ama uma mulher que atire a primeira pedra.

 

Até o momento em que o homem da nossa vida não aparece, nós o enfeitamos com qualidades e "defeitinhos especiais" até percebermos que, surpreendentemente, ele está perfeito. Sim, porque os defeitos do homem da nossa vida transformam-se em qualidades no nosso esboço imaginário. Ele é protetor demais para deixar você ir embora sozinha; vai acompanhando seu carro até você chegar à casa, linda, segura e intacta. Outra hora ele é machista demais para te deixar pagar a conta do restaurante. É ele quem banca os programas com a namorada! Ou talvez ele seja seguro demais em relação ao que ele quer para sua vida a ponto de ir contra tudo e todos para ficar só com você.

 

O homem da nossa vida se parece com o George Clooney no seriado Plantão Médico que, em um momento de imaturidade típico do sexo masculino, deixa sua amada para curtir a vida e, depois de um tempo, percebe ser ela a mulher dos seus sonhos. A partir daí ele move céus e terra, se humilha, sofre e luta para voltar aos braços de quem ele ama. Ah! O homem da nossa vida também se parece muitíssimo com o Kevin Costner, em Robin Hood, porque ele é corajoso, seguro, protetor e capaz de perder a própria vida por você.   

 

O homem da nossa vida não tem chulé, não liga para corpo nem para a aparência porque o que ele ama é a nossa essência, nosso interior. O homem da nossa vida não vê graça em mulher sarada, de curvas delineadas, sem quaisquer indícios de furinhos e/ou risquinhos brancos no bumbum. Além disso, o homem da nossa vida sabe combinar as roupas ton sur ton sem ter o menor talento para o homossexualismo. Ele sabe dizer as palavras certas na hora certa, percebe claramente o que nós queremos sem que precisemos soletrar uma só sílaba.

 

O homem da nossa vida envia flores em dias não-comemorativos, se lembra de todas as datas que foram importantes para você - como o dia do primeiro beijo, o dia do namoro oficial, o dia que você o apresentou para sua família, o dia que você foi apresentada à família dele e todo mundo simplesmente te adorou, o dia que você cortou o cabelo e era para ficar igual ao da Laura, da novela Celebridade, mas acabou ficando como o da Macabéa, do filme A Hora da Estrela. Mas isso não importa porque, mesmo assim, ele disse que você ficou linda!

 

E o tempo vai passando e parece que o homem da nossa vida nunca chega. Por exemplo, aquele namorado que você arranjou no começo do ano não tinha a menor possibilidade de ser o homem da sua vida. Ele combinava bermuda florida com camisa pólo, ora bolas! Seu esboço imaginário jamais aceitaria isso. E aquele outro affair que era até bem bonitinho, mas não sabia olhar da mesma maneira atraente e sufocante do Brad Pitt. "Não dá, esse não tem como ser o homem da minha vida!", você pensa.

 

É, parece que não tem saída. O jeito é começar a abrir mão de algumas qualidades e "defeitinhos" do homem da nossa vida. Tudo bem, não precisa ser também tão protetor assim, você pode ir embora sozinha. E nem tem a necessidade de pagar o cinema todas as vezes; você acha que pode ser até legal para os dois você assumir as despesas de vez em quando. Assim ele vai perceber que você é uma mulher independente!

 

Mas sabe, pensando por um lado altamente romântico e feminino, o homem da nossa vida pode não saber dizer "eu te amo" sempre quando você quer ou precisa ouvir - afinal ele não lê pensamentos - mas, quando ele te abraça, você se sente tão segura quanto a Whitney Houston em O Guarda-Costas. O homem da sua vida pode não saber a data do primeiro beijo, mas ninguém te faria rir tanto ao te lembrar do dia que você saiu do cabeleireiro parecendo que havia levado um susto e esquecido de voltar ao mundo real. Talvez o homem da sua vida não saiba olhar como o George Clooney, nem como o Keanu Reeves, mas só ele consegue dizer que seu arroz "unidos venceremos" continua uma delícia.

 

Moral da história? Não vale a pena depositar nos outros o motivo da sua felicidade. Somos nós os maiores responsáveis pelo rumo de nossas vidas. Deixemos "os homens dos filmes das nossas vidas" nas telas da TV e nos permitamos arriscar mais, viver mais, rir mais, crescer mais. O homem imperfeito do nosso dia-a-dia é muito mais divertido do que os heróis dos cinemas. Eles são teimosos, egoístas, inseguros, exatamente como nós, mulheres. Eles erram e, por isso, nos completam tanto. Salvem os homens das nossas vidas!

c=htthuluhxfgxhlfkjhjth.info/urchi