1 - Mulheres diáfanas desvelando-se sobre tonalidades tranqüilas. É a sua marca registrada ou o perfil da fase em que se encontra?
Trabalho com as tonalidades conforme o tema ou alvo a ser alcançado, posto que as cores são dispostas entre os matizes puros, recorrendo ao meio termo, o caminho mais sóbrio, mais equilibrado, que esteja à disposição de ser retratado.
A atual fase reecontra a minha percepção do passado com a do futuro, gerando o presente singular de minha leitura. Conjugo todo o meu aprendizado à minha fase única.
2 - Quem são essas mulheres no nível imagético e o que significam?
São Senhoras que buscam retratar a LUZ, de forma sintética, pelo pequeno período de gestação e aparição que possuem. Revelam-se com a mais pura intenção de apoio e ajuda, e mostram-se poéticas, enigmáticas, rainhas e senhoras, mesmo quando se lançam a minha sorte de trazê-las, ajudá-las e orientá-las.
3 - Como "acontece" um quadro seu? Existe um plano anterior ou ele surge de sua alquimia com o pincel e o impacto das tintas?
Trabalho com projetos de elevação artística e espiritual. Quando mentalizo minhas idéias de séries ou obras, pesquiso o plano metafórico e conjugo com a minha percepção de acionar suas formas. Triplico o imaginário e consumo sua essência.
 Santa 99 |
4 -O seu quadro "Santa", 99, parece primo-irmão das obras do pintor austríaco Hundertwasser, já falecido. O "A nova dança", 98, sugere movimentos de Matisse. Afinidade entre colegas ou mero inconsciente coletivo?
O quadro "Santa" é uma dessas experiências, já o "Nova Dança", é uma releitura de Matisse (A Dança), com o qual conjugo a criatividade e percepção.
 A Nova Dança 98 |