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Poesia & Companhia

Chocolate: manjar dos deuses
Data: 06/04/2009

Por: Redação

O chocolate, nessa época do ano, ganha status de um deus perante qualquer outra guloseima. Aliás, em meados do século XVIII, o "Theobroma" era considerado um alimento dos deuses. O que é "Theobroma"? É o nome de batismo do nosso amigo chocolate, cujo seu padrinho foi o Carlos Linnaeus que era um botânico sueco.

 

Mas a história do chocolate surgiu muito antes disso.

 

No México, os astecas acreditavam que o deus Quetzalcoatl, que representava sabedoria e o conhecimento, era quem tinha trazido do céu para o povo as sementes de cacau - que dá origem ao chocolate. Os astecas festejavam as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos e oferecia às vítimas taças de chocolate.

 

Ao mesmo tempo que isso acontecia, em Yucatan, na Guatemala, lá por volta de 600 a.C, os maias consideravam o cacau muito mais importante, do que um mero ingrediente para preparar uma bebida chamada "tchocolath". O cacau lá era uma moeda.

 

A chegada do chocolate na Europa

 

Durante séculos, o chocolate era utilizado apenas para os rituais e nos banquetes. Mas em 1502, Cristóvão Colombo, com a ilusão de ter descoberto as Índias, desembarcou na ilha Guajano (América Central). Ao ancorar, entre outras coisas, foi lhe oferecido armas, tecidos e sementes de cacau. Então, Colombo e sua tripulação provaram a tal bebida de chocolate e não acharam nada de especial. Com isso, pode-se dizer que Cristóvão Colombo foi o primeiro europeu a provar o chocolate.

 

O chocolate chega a na Espanha através do explorador Fenão Cortez, que ao chegar ao México ficou impressionado com a mística que envolvia o cacau. Junto da semente, o explorador levou à Espanha todo o conhecimento de como preparar o chocolate que foi muito apreciado pelo espanhóis. A especiaria se aprimorou nas cozinhas dos mosteiros, onde os monges faziam novas experiências co a semente.

 

Os espanhóis não queriam dividir o chocolate com nenhum outro país. Mas no século XVII, a bebida foi descoberta por toda a Europa e, em pouco tempo, ela se espalhou pela América do Sul e pelas Índias.

 

O chocolate se consagra na França, depois o casamento do rei Luís XIII com a Ana da Áustria - infanta da Espanha - que era fanática pela bebida. Com isso, um dos convites mais requintados era para o chocolate de Sua Alteza Real.

 

Grandes progressos da guloseima


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