O medo é um sentimento que perturba o indivíduo até as suas últimas consequências. É um fantasma que surge sempre em horas inoportunas, causando angústia, fraqueza e impotência. Uma carroça puxada por cavalos enlouquecidos que nos arrasta por caminhos tortuosos...
O medo excessivo poderá comprometer todas as relações sociais de uma pessoa, causando sofrimento por toda a trajetória de sua vida. Ele existe somente dentro da mente de cada um. Nós mesmos o criamos com os nossos complexos, nossas culpas e nossos pontos fracos... É uma barreira que nos impede de alcançar os nossos objetivos, o nosso sucesso, a nossa ascensão seja no campo social, profissional ou nas amizades...
Esse dragão furioso que se aloja em nossa mente, impede-nos até mesmo de amar e de entregarmo-nos por inteiro ao ser amado com toda a satisfação e plenitude...
Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, como freá-lo cada vez que são assediadas por esse monstro imaginário... Ele nasce de nossa insegurança e isso é um desafio que reside em aprendermos a libertarmo-nos sempre que somos atingidos... Isso deve ser trabalhado desde a nossa infância, pois é de lá que trazemos essa figura sombria e vamos tecendo esse ninho de temores e incertezas, até chegarmos à vida adulta.
Não há ninguém que possa afirmar que nunca tenha sentido medo. Medo das doenças e das perdas, da chuva, do vento, do trovão, da expectativa de um primeiro dia de trabalho... E principalmente do amanhã, da velhice, da solidão e da morte que tanto nos assusta...
O caminho é tentarmos criar mecanismos para que possamos repousar dentro de nós mesmos preparando a nossa mente para lidarmos com tal ameaça, lembrando-nos sempre de frases como essa:
"Não tenho medo do amanhã porque já vi o passado e amo o dia de hoje". (William Allen White)
Malu Mussi
(Teresópolis, 25/03/09)