Essa semana a nossa entrevista é com o grupo de samba mineiro, Samba de Comadre. O grupo é formado por cindo mulheres que tem em comum uma grande paixão pela música, , Rosana Vanelle (voz e cavaquinho), Ana Maria Dutra (voz e surdo), Cláudia Costa (voz e percussão), Mônica Santos (voz e percussão) e Rachel Vargas (Voz e Percussão). Confira abaixo a entrevista com essas mulheres que cultivam um jeito bem feminino e verdadeiro de tocar samba.
WM:Como a banda começou?
Grupo: O samba de comadre nasceu em um encontro por acaso em uma festa que nós tocamos juntas. Depois a gente resolvemos criar a banda, mas o começo foi por acaso.
WM:E como foi a escolha do nome?
Grupo: O nome "Samba de Comadre" originou-se da música "Comadre", de João Bosco e Aldir Blanc que foi interpretada pela gloriosa Elis Regina, não deixando de lado o sinônimo da palavra comadre, que significa amizade e cumplicidade.
Qual é a influencia musical de vocês, como vocês escolhem o repertório?
Grupo: Isso é uma confusão, somos em cinco e cada uma gosta de uma coisa e vai acrescentando, vamos trocando músicas pra enriquecer o repertório. Mas a gente gosta de Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola entre outros.
WM:Vocês tem algum tipo de projeto pra banda?
Grupo: A gente vai gravar um demo, que a gente não tem, e já tem muita gente cobrando. Fazer um site do grupo. E a gente também pensa algumas músicas inéditas, de alguns compositores que nos enviam músicas que são nossos amigos.
WM:O fato de ser uma banda só de mulheres influência no que vocês tocam?
Grupo: Não influência no tocar e nas músicas, mas uma coisa engraçada que acontece é quando a gente chega no palco as pessoas nos olham com aquela cara será que vai sair, mas ai a gente toca a gente faz igual, parecido, diferente ou melhor do que os homens e as pessoas ficam surpresas.
WM:Vocês acham que isso é preconceito?