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"Ela é brilhante" Roberta Flack
"Ela é uma mulher que conseguiu derreter o gelo de Miles Davis. Por ela, Davis parou sua limusine, olhou para o esboço que ela fazia dele mesmo e aprovou" Leslie Vestrich - crítico de arte |
 Bruni Sablan
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"Gosto de seu trabalho" Miles Davis
Miles Davis parou sua limusine para que ela fizesse um esboço de seus olhos.Olhou o sketch da pintora paulistana e exclamou: "Eu gosto de seu trabalho". Estamos falando do começo da década de 80. O tempo pode ter passado, mas a emoção daquele contato permanece viva em Bruni Sablan. O coração jazzístico de Miles Davis continua sendo um verdadeiro aríete que abole todos os obstáculos que se interponham ao trabalho de Bruni. Haja vista as 80 obras de sua autoria retratando o músico.
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Bessie Smith
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Bruni Sablan é fruto de coordenadas muito especiais. Tem sangue brasileiro, libanês, siciliano e tem jazz no sangue. Não é à toa que o articulista norte-americano Mike de Give disse que vê-la pintar é como observar a perfomance de um músico. Bruni pinta à noite ao som de jazz, acompanhando a melodia com movimentos ritmados de cabeça, pés e vigorosas pinceladas. |
Tudo se revelou muito cedo, quando ela tinha apenas 5 anos e morava no Brasil. Um belo dia, quando observava as valiosas pinturas italianas de seu avô, resolveu "corrigi-las" com o auxílio de um lápis. Sua tia estrilou, mas seu avô conseguiu captar a alma de pintora além da diatribe infantil e ordenou que a neta fosse deixada em paz.
Depois do episódio, Bruni enveredou pelo autodidatismo até chegar aos Estados Unidos. Lá cursou a Califórnia Dramatic Academy, estudou anatomia e desenho na Villa Montalvo e na Saratoga Music and Fine Arts e freqüentou o studio de Michael Linstrom. Entre os colecionadores de seus quadros, está Roberta Flack.
| Dona de uma galeria de arte, com quadro exposto ("Duke Ellington") no Smithsonian Institution (Washington) e inúmeras exposições na agenda, Bruni Sablan se cuida para agüentar o rojão de seu cotidiano. Ela não passa sem ioga, meditação, exercícios físicos e, acima de tudo, jazz, muito jazz. |
Duke Ellington
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