desde 1998                                  Informativo WMulher
::  Home
::  Beleza
::  Celebridades
::  Comportamento Social
::  Dieta & Boa Forma
::  Esotérico
::  Família
::  Lar Doce Lar
::  Moda
::  Mulheres em Destaque
::  Periscópio
::  Poesia & Companhia
::  Receitas
::  Relacionamento
::  Saúde
::  Sexo
::  Trabalho & Companhia
::  Viagem & Companhia
::  Boletim WMulher
 
Quem somos
Fale conosco
Anúncio

Mulheres em Destaque

Entrevista com: Dra. Evelin Goldenberg - Reumatologista
Data: 04/12/2002

Por: Mariana Sayad

Por acaso, você imagina o que seja fibromialgia? É uma síndrome dolorosa generalizada genética, entre os sintomas estão: dores no corpo todo, fadiga, dor de cabeça, irritabilidade, bruxismo, sensação de formigamento em braços e pernas, sensação de inchaço e rigidez no corpo e outros. O tratamento é feito basicamente com uma combinação de medicamentos a sessões de condicionamento físico. Este tratamento visa amenizar as dores, mas os resultados não são imediatos.

Até então, não existia grandes estudos brasileiros sobre a fibromialgia. Mas a reumatologista e professora responsável pelo Programa da Clínica Médica da Unifesp no Tratamento da Fibromialgia Dra. Evelin Goldenberg elaborou um estudo - o primeiro aceito pelo Colégio de Reumatologia - que mostra os benefícios que a acupuntura pode trazer no tratamento da doença. "As vantagens do tratamento da fibromialgia com acupuntura são inúmeras. Além da redução da dor e da depressão, talvez o mais importante seja a diminuição da quantidade de medicamentos que o paciente precisa ingerir, o que certamente traz melhor qualidade de vida e menos agressão ao organismo", avalia a médica.

WM - Desde quando a Sra. estuda reumatologia?

Dra. Evelin - Já ouço sobre reumatologia desde criança, pois meu pai é reumatologista. Durante a faculdade, conheci melhor a especialidade, mas minha residência médica começou há 12 anos.

WM - Existe alguma maneira de se evitar a fibromialgia? Qual?

Dra. Evelin - Não há uma maneira de prevenir a fibromialgia, pois a pessoa que desenvolve a doença nasce com uma predisposição genética, portanto não é possível saber quem irá desenvolve-la.

A fibromialgia é desencadeada a partir de um trauma emocional ou físico e o paciente tem um desequilíbrio entre as substâncias analgésicas do cérebro (serotonina) e as que promovem a dor (substância P). Talvez a manutenção do equilíbrio mental e uma vida saudável, com exercícios e tempo para lazer, possam ajudar a prevenir o surgimento da doença em indivíduos geneticamente predispostos.

WM - Quais são os principais sintomas de quem sofre de fibromialgia?

Dra. Evelin - Os sintomas dessa doença, que acomete aproximadamente 5% da população mundial, são: dores no corpo todo, - incluindo costas - fadiga inexplicável, dor de cabeça, irritabilidade, bruxismo (ranger os dentes), sensação de formigamento em braços e pernas, sensação de inchaço e rigidez no corpo, tensão pré-menstrual nas mulheres, sono não-reparador (pessoa que dorme e acorda cansada e com dores), distúrbios de memória, de concentração e depressão que aparece entre 25% a 50% dos casos.

A fibromialgia é uma doença de difícil diagnóstico. Até descobrirem que possuem a doença, pacientes com dezenas de exames laboratoriais peregrinam por inúmeros especialistas. Recentemente, apresentei um estudo sobre a eficácia da acupuntura no tratamento da síndrome. Foi o primeiro trabalho aceito pelo Colégio Americano de Reumatologia.

WM - Os pacientes demonstram algum tipo de preconceito ao tratamento realizado com acupuntura?

Dra. Evelin - Em geral, não. Eu explico a eles os efeitos da terapia e relato minha experiência durante o estudo que realizei. Os pacientes tratados com acupuntura durante o estudo já apresentaram resultados na quarta semana de tratamento. E esses resultados se mantiveram ao longo das 16 semanas do trabalho, enquanto o grupo que utilizou apenas medicamentos apresentou melhora somente na última semana do estudo.

WM - Quais foram as principais dificuldades enfrentadas, enquanto a Sra. realizava a pesquisa sobre fibromialgia?

Dra. Evelin - Como o trabalho foi realizado na Unifesp - Escola Paulista de Medicina, a maior dificuldade encontrada foi que os pacientes viessem às consultas ou aplicação de acupuntura uma vez por semana, pois vários deles trabalhavam e não conseguiam se deslocar até a escola e outros não tinham dinheiro nem para pagar sua condução.

WM - Atualmente, a Sra. se sente realizada?

Dra. Evelin - Sou uma pessoa muito realizada tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal.

WM - O que a Sra. diria para as pessoas que desejam ingressar na carreira de reumatologia?

Dra. Evelin - Para ser bem sucedido nessa área é preciso conhecer a fundo a clínica médica, neurologia e comportamento humano. Quem deseja ser médico tem que buscar constante atualização, estudar bastante e dedicar-se muito ao seu paciente. O estudo da dor crônica é uma das áreas que mais me fascinam, pois sinto-me útil ao ajudar o próximo a ter uma qualidade de vida melhor.

WM - A senhora é casada? Tem filhos?

Dra. Evelin - Sim, sou casada e tenho duas filhas: Bruna, de 11 anos e Carla, de 9 anos.

WM - Como é conciliar a vida pessoal com a profissional?

Dra. Evelin - Esta é uma das grandes dificuldades, pois trabalho, em média, 14 horas por dia. As crianças cobram muito a ausência da mãe, mas por outro lado admiram, incentivam e ficam muito felizes com o sucesso. Aos finais de semana, sempre fazemos programas juntas e, durante a semana, minha mãe está sempre junto com as meninas. Quanto ao meu marido, ele conhece a rotina corrida dessa área, pois é anestesista e, portanto, entende e também me incentiva.

WM - Gostaria de deixar algum recado final?

Dra. Evelin - Caso alguém tenha alguma dúvida, pode entrar em contato comigo pelos telefones (11) 3887-0627 ou pelo email evelin@einstein.br


Versão de impressão Envie para um amigo

  Diversos
  :: Entrevista: Rosiska Darcy de Oliveira
:: Entrevista de: Jennifer Weiner - A grande virada de uma mulher - escritora e jornalista
:: Entrevista com: Renata Falzoni
:: Rose Marie Muraro: Memórias de uma mulher impossível
   
  Mariana Sayad
  :: Entrevista com Letícia Wierzchowski - Escritora
:: Entrevista com Tânia Mara Matias de Carvalho - Repórter e escritora
:: Entrevista com Laura Finocchiaro - Cantora
:: Entrevista com: Dra. Evelin Goldenberg - Reumatologista
   
  Lyanne Kosaka
  :: Entrevista com:  Rosani Madeira
:: Os desafios da mulher no ambiente esportivo.
   
  Domitila Farina
  :: Entrevista com: Teresa Jucá - Prefeita de Boa Vista
:: Entrevista com: Teca Forjaz
:: Entrevista com:  Marguerita Fahrer
:: Marguerita Fahrer - Artista Plástica - Arte, Câmara, Ação !
   
  Marcela Melo
  :: Entrevista Dra. Graça Marques
:: Entrevista com Sandra Salem
:: Entrevista com o conjunto de chorinho feminino - " Flor Amorosa"
:: Ana Quezada - Terapeuta Corporal e Eutonista
   
  Paula Valéria
  :: Entrevista com Sonia Menna Barreto
:: Entrevista com:  Kendra Johnson
:: Entrevista com:  Daniela Bongiorni
:: Entrevista com:  Christiane Tricerri
   
  Bruna Rodrigues
  :: Entrevista Cidia Luize
   
  Regina S. Cunha Lima
  :: Entrevista com: Gloria Kalil
   
  Redação
  :: Entrevista com Dra. Bianca Alves Aduan
:: Entrevista com Adriana Pedras Beltrami
   
  Flavia de Queiroz Hesse
  :: Entrevista com Andrea Santa Maria Haimerl
:: Entrevista Fernanda Sá
:: Entrevista Eladyr Boaventura Raykil
:: Entrevista com Glaucia Megna
   
  Priscilla Aduan
  :: Entrevista com a Banda de Comadre
   
  Cecília Queiroz
  :: Entrevista: Brasilina Grant Marzano
   



"As opiniões aqui expressadas pelos colaboradores são de inteira
responsabilidade dos mesmos."
[ WMulher © 1997-2014. Todos os direitos reservados. ]