A ansiedade dos pais com relação a retirada das fraldas da criança pode ser encarada, pelo baixinho, como uma tentativa de pressioná-lo e isso, geralmente, causa um retrocesso no processo. O melhor é não pressionar, pois quanto mais se exige da criança, mais fixada ela fica nesta fase, não conseguindo fazer a transição.
Quando os pais sabem quais os horários em que a criança costuma fazer suas necessidades, fica mais fácil para deixá-la mais à vontade para usar o peniquinho, além disso, uma boa conversa ajuda muito. "Deve-se enfocar as vantagens da utilização do peniquinho. Sem a colaboração da criança, fica impossível. É preciso estimulá-la a perceber que este é um passo importante para ela", avalia a psicoterapeuta infantil e terapeuta familiar, dra. Anelise Sandoval Scapaticci.
Fisiologicamente, a criança já está preparada para deixar as fraldas, mas o aspecto emocional deve ser trabalhado, poisainda é considerada um bebê e, ao mesmo tempo, está entrando na meninice. "Ela quer as vantagens das duas etapas. Falar com carinho e paciência ajuda muito ao invés de bombardeá-la com pressões. Até então, existia um tratamento permissivo - o cocô era feito na calça, agora os pais impõem regras e são vistos como pessoas que proíbem, impõem limites", detalha a terapeuta.
A criança tenta conciliar o amor que sente pelos pais e o ódio por imporem limites. Sentem vontade de bater nos pais, porém, temem que façam o mesmo com ela. Fazer cocô na calça pode representar a agressão aos pais, por isso, deve-se evitar usar braço de ferro com a criança para que ela utilize o peniquinho.