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Família

Drogas e atitude: quando os pais devem agir
Data: 23/07/2009

Por: Redação

Esta é uma matéria diferente, por que ela não tem números, estatísticas e tem todo um "blá-blá-blá" antes de dizer a que veio. Se você não tiver paciência para "O Começo", pule logo para a parte do "Como agir". Se for ler o "blá-blá-blá", aproveite para verificar se você ou alguém querido está  em qualquer uma dessas posições e tente mudar sua estratégia e maneira de agir.

 

O Começo do "blá-blá-blá"

 

Muitos jovens enveredam pelo caminho da "experimentação",  onde vivenciam novas sensações com  sexo, droga e álcool. O simples experimentar não seria um problema, se ele não fosse acompanhado pela  repetição. E essa constância do uso da droga e do álcool leva à violência. E a violência leva ao crime e, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde o crime leva à prisão, que destrói famílias até então bem constituídas, que passam a viver um pesadelo onde a vergonha, a perda financeira e a peregrinação às instituições da Justiça imperam, afetando a todos os parentes.

 

Estes adolescentes, que mal saíram das fraldas, como se diria antigamente,  pertencem a todas as classes sociais. Eles acreditam que não estão viciados e que podem parar de usá-las a qualquer momento, que não estão comprometidos, viciados ou dependentes. Eles também acham que os pais não sabem o que dizem, porque são velhos. Que nunca serão descobertos pelas autoridades, que são espertos, que há muitos casos de traficantes que nunca foram presos.

 

A mídia reforça o glamour do luxo, da gala e da ostentação como padrões que deveriam ser buscados por todos. E oferece um espaço generoso para quem se comporta de maneira extravagante. O problema é que esse mundo cor de rosa não é real e os salários oferecidos no mercado de trabalho - com raríssimas exceções - não dão a menor condição das pessoas viverem com tanto luxo. Algumas formas encontradas para tentar participar desse glamour é a prostituição, o tráfico e a violência urbana.

 

O álcool e as drogas não são tratados como questão de saúde pública e muito menos como desvio de comportamento. As emissoras incentivam de maneira subliminar o consumo de álcool em todas as situações de confronto entre os personagens e só não fazem o mesmo com o cigarro   porque é proibido. Os novos padrões sociais vigentes também são perversos. Não basta ser, é preciso  ter e, de preferência, ostentar, porque quem ostenta aparece com certeza nas publicações badaladas e é convidado para todas as festas.

 

A família


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