Muitas vezes esquecidos e até mesmo desconhecidos, os significados da data são importantes
A Páscoa vem chegando e junto com ela muitos símbolos que a representam. Ovos de chocolate, coelhos e o tradicional bacalhau da Sexta-feira Santa. O fato de este dia marcar uma comemoração religiosa é secundário ou, até mesmo esquecido entre muitas pessoas.
Aproveitar o feriado para descansar e desfrutar de delícias culinárias é uma boa oportunidade para recarregar as energias. Mas, para os cristãos, não se deve deixar de lado seu significado e suas origens. Confira abaixo uma breve explicação sobre a data.
Variadas origens e significados
Desde a existência de povos pagãos antes de Cristo até o surgimento do catolicismo, há, entre alguns povos, uma celebração neste período do ano. Não importa de onde surgiu, ela remete ao termo "passagem", representando o surgimento de uma nova vida.
Entre civilizações já extintas, como egípcios, persas e chineses aconteciam festivais que marcavam o início da primavera. Povos mediterrâneos também comemoravam a chegada da estação, que findava o rigoroso inverno da Europa.
A Páscoa judia, ou Pesach, representa libertação. Aprisionados por anos pelos faraós egípcios, os judeus, seguindo Moises, conseguiram fugir pelo Mar Vermelho por volta de 1250 a.C.
A Páscoa cristã, comemorada pela maioria dos brasileiros, é a mais recente. Ela celebra a ressurreição de Jesus e sua ascensão ao céu. O festejo começa uma semana antes, no Domingo de Ramos, que remete à chegada de Cristo a Jerusalém, e segue por toda a Semana Santa até o domingo de Páscoa.
Símbolos da Páscoa
Ovos de chocolate: Tradicional nos festivais da chegada da primavera dos chineses, os ovos de galinha foram incorporados à Páscoa cristã por representarem fertilidade e surgimento de vida. A idéia de usar o chocolate em formato de ovo surgiu no séc. XVIII com os franceses, incrementando a tradição.
Coelho da Páscoa: O coelho também está relacionado à fertilidade. Apesar de não botar ovos, ele foi escolhido como símbolo por reproduzir-se rapidamente e em grandes quantidades, ou seja, preservação da vida. Este símbolo chegou à América entre os séculos XVII e XVIII, trazido pelos alemães.
Matzá: O pão sem fermento preparado pelos judeus faz referência à fuga de seus ancestrais do Egito. Sem tempo para preparar pão, o povo o consumia assim mesmo durante a escapada.
Bacalhau: Para os católicos mais fervorosos, o consumo de carne vermelha é proibido durante toda a Semana Santa em respeito ao sangue que Jesus derramou. O bacalhau e outras carnes brancas são consumidos pelos menos fundamentalistas.
Colaboração: Adriana Cimino