desde 1998                                  Informativo WMulher
::  Home
::  Beleza
::  Celebridades
::  Comportamento Social
::  Dieta & Boa Forma
::  Esotérico
::  Família
::  Lar Doce Lar
::  Moda
::  Mulheres em Destaque
::  Periscópio
::  Poesia & Companhia
::  Receitas
::  Relacionamento
::  Saúde
::  Sexo
::  Trabalho & Companhia
::  Viagem & Companhia
::  Boletim WMulher
 
Quem somos
Fale conosco
Anúncio

Comportamento Social

Para começo de conversa
Data: 13/09/2005

Por: Aline Granja

A esposa diz para o marido, com o olhar vagando no espaço, como se procurasse apoio, sem encontrar: "É, preciso te falar uma coisa. Espero que você não fique chateado comigo, mas é que...bem, você sabe...". A garota ensaia começar uma conversa com o pai: "Sabe o que é? Na verdade...". O empregado, com as mãos suando, dirige-se ao chefe: "Ó, é o seguinte" e sente a voz fugir. Embaraçado, ele tenta de novo: "Bem, é que, na realidade...ó". E continua tentando, agora experimentando outras tantas palavras que, fora de contexto, não esclarecem absolutamente nada como "enfim", "de fato" e "praticamente".

 

Quantas vezes você não se pegou usando expressões como estas para introduzir uma conversa que considerava, no mínimo, delicada? E quantas outras você já foi vítima de quem adora fazer suspense antes de chegar às vias de fato? Tanto para quem fala, quanto para quem escuta, o clima de tensão e apreensão toma conta. Sintomas como olhos arregalados, boca seca e tremor em várias partes do corpo se intensificam. Há quem chegue a ter palpitações, tontura e até sensação de desmaio.

 

Quando é preciso falar sobre algo que consideram constrangedor ou problemático, muitas pessoas têm a tendência de fazer rodeios em torno do assunto, buscando uma "desculpa" ou um argumento para atenuar os possíveis efeitos da tal "conversa-bomba". É como se preferissem adiar um sofrimento que sabem, mais cedo ou mais tarde, terá que vir à tona. Guiam-se pelas memórias da infância quando tentavam se esquivar dos pais ao serem pegos com a boca na botija. Eram crianças e por mais que seus beiços lambuzados de brigadeiro denunciassem suas travessuras, negavam de pés juntos que não tinham tocado em doce.

 

Quando se tem 5 ou 6 anos e cara de anjinho esse tipo de comportamento é visto com bons olhos, considerado "engraçadinho" e sem importância. O problema é levar essas atitudes para a vida adulta. Um bom exemplo disso pode ser visto diariamente no noticiário. Os políticos investigados pelas CPIs juram pela família e por quem mais for preciso que não cometeram nenhum delito e vão ganhando tempo até conseguirem evitar debates mais intensos e verem tudo cair no esquecimento sem que sofram punições.

 

Outras vezes, muito se pensa, se imagina, se especula sobre como a pessoa vai receber determinada notícia. Expectativas são criadas, o receio de magoar, de contrariar, de deflagrar uma briga só aumenta a ansiedade e dificulta a comunicação. E chegada a hora tão temida, tudo ocorre tranqüilamente, e ouve-se um confortante "Tudo bem" ou "Que bom, não há problema nenhum nisso".

 

Ainda existem uns poucos que preferem dizer tudo "na lata", de uma vez só. São muito mais práticos e acham que o que tiver de ser será e que é melhor "desembuchar" logo. Em alguns casos, talvez esse seja mesmo o melhor jeito de resolver uma situação delicada. O importante é perceber qual a melhor forma de começar um "papo sério", não fazendo assim uma tempestade num copo d`água nem despejando uma notícia bombástica de um jeito completamente desastrado. E para equilibrar essa equação nada melhor do que sensibilidade.


Versão de impressão Envie para um amigo

  Domitila Farina
  :: Café no jantar à francesa
:: Etiqueta de mesa em quadrinhos.
:: Etiqueta: Abrindo o zíper das saias justas
:: Etiqueta: O Tema da conversa no jantar formal
   
  Luiz Panhoca
  :: Estudos do futuro: modernização e pós-modernização
:: O conflito do Oriente Médio
:: Construindo um futuro melhor
:: Um megassociólogo e a sociologia de luto
   
  Gianine Luiza
  :: Dicas de Etiqueta: Casamento
:: Dicas de Etiqueta - XI
:: Dicas de Etiqueta X - Festas de fim de ano
:: Dicas de etiqueta IX
   
  Marcela Melo
  :: Vida minha vida....Sei lá o que fiz!
:: Balzaquiana? Sim, sim, sim!! E muito feliz!
:: Voando mais alto
:: E o que dizer sobre pessoas que cultivam flores de plástico?
   
  Priscila de Faria Gaspar
  :: Influência das crenças em nossa vida
   
  Brigitte Hohl
  :: Sobre escolhas, mudanças e suas devidas conseqüências
   
  Nicia Monteiro Alves
  :: Receber formal e informalmente
:: Segunda Bodas
   
  Diversos
  :: Festa do divórcio, moda estrangeira chega ao Brasil
:: Instituto Avon lança gargantilha da atitude visando contribuição para o fim da violência doméstica
:: Dicas para um 2009 mais feliz
:: Não cometa gafes ao dar presentes de natal
   
  Isabel Vasconcellos Caetano
  :: Os Donos da Verdade
:: Santa Mãe, A Mentira Social
:: Cura: Substantivo Feminino
:: Cinquentona e Libertária
   
  Isabel C. S. Vargas
  :: A importância da espiritualidade e religiosidade na vida das pessoas
:: Fazendo as Contas
:: Hábitos Antigos
:: Mudando o ritmo
   
  Dra. Elizabeth Zamerul
  :: O que as mulheres podem aprender com Eloá
:: Maridos não apóiam a carreira da esposa?
:: A anorexia nervosa e o caminho fácil para a felicidade
:: Entendendo a auto-estima - Parte I
   
  Roberta Hesse
  :: Repórter Teen: Um chute no tabu do futebol feminino
   
  Fernanda Domingues
  :: Homenagem para a V I D A toda
:: "Se ele é o homem da minha vida, por que estou assim?"
:: Justificativa que te quero tanto
:: Você tem preguiça de viver?
   
  Dra. Graça Marques
  :: A meditação que revoluciona a vida da pessoa com prática, fé e estudo
   
  Redação
  :: Você escolhe a sua imagem
:: Especial Natal: 9 Presentes entre bijuterias e jóias para elas.
:: A Páscoa e seus significados
:: Artigo: Breve histórico do surgimento do dia internacional da mulher
   
  Aline Granja
  :: Os bastidores do sucesso
:: Para começo de conversa
:: Quebrando tudo!
:: Há um mundo bem melhor...
   
  Flavia de Queiroz Hesse
  :: Mulher: ainda uma cidadã de segunda classe?
   



"As opiniões aqui expressadas pelos colaboradores são de inteira
responsabilidade dos mesmos."
[ WMulher © 1997-2013. Todos os direitos reservados. ]