Médico neurologista dá dicas de como evitar as dores de cabeça provocadas pela ressaca durante o carnaval
Carnaval é tempo de estar com os amigos e aproveitar as festas do feriado mais aguardado do Brasil. Mas em meio ao ritmo intenso de comemorações em blocos, micaretas e bailes, regadas a bebidas alcoólicas, muito calor e pouco tempo de descanso, pode surgir uma companhia nada agradável: a ressaca. E com ela, além de sintomas como boca seca, cansaço e irritabilidade, aquela dor de cabeça intensa, latejante, que piora ao menor movimento e pode atrapalhar, e muito, os dias de folia. Mas como ninguém quer deixar de curtir o feriadão com tudo a que tem direito, o neurologista Abouch Krymchantowski, da clínica Clinedoc, do Rio de Janeiro, especializada na avaliação e tratamento de dores crônicas de cabeça, dá algumas dicas de como evitar ou amenizar o problema durante as festas.
De acordo com o especialista, a dor de cabeça provocada pela ressaca tem início com a digestão do álcool pelo organismo, podendo durar várias horas e ser agravada por qualquer esforço físico. "Ela acontece devido ao fato de as bebidas alcoólicas conterem substâncias que dilatam os vasos sanguíneos, provocando a dor", explica o médico. Ele acrescenta que o problema é agravado pela diminuição dos níveis de glicose e a desidratação provocada pelo álcool, razão pela qual é preciso ter muita atenção com a alimentação e a ingestão de água antes e durante as bebedeiras, procurando tomar de um a dois copos entre cada dose de bebida alcoólica ingerida.
Outro ponto com o qual o Dr. Abouch recomenda cuidado é a mistura de vários tipos de bebidas alcoólicas, muito comum durante o carnaval. "Quanto mais álcool se bebe, mais intensa a ressaca e, consequentemente, a dor de cabeça", afirma. Essa precaução é essencial principalmente no caso das pessoas que sofrem de enxaqueca, uma vez que elas são mais sensíveis aos radicais presentes nas bebidas fermentadas, como a cerveja e, principalmente, o vinho tinto, que pode desencadear crises intensas de dor de cabeça. Além disso, elas devem atentar, também, para outros fatores, que, combinados, podem ajudar a desencadear as crises, como o calor em excesso, grandes intervalos entre as refeições e as horas de sono insuficientes, muito comuns durante o feriadão.
"No caso dos sofredores de enxaqueca,