O hormônio do crescimento (GH) tem sido empregado no tratamento da obesidade com bons resultados. Segundo os especialistas, o hormônio do crescimento age na diminuição da gordura e aumento da massa muscular.
"A maioria dos obesos apresenta baixos níveis de GH", constata o médico. Isso acontece, de acordo com o fisiologista, porque as pessoas obesas têm dificuldade de metabolizar o carboidrato, o que acaba afetando a glândula hipófise, onde é liberado o hormônio do crescimento (GH). Segundo o Dr. Pinheiro, vários estudos científicos comprovam a eficácia do GH no tratamento da obesidade. Em sua clínica, nos últimos 12 anos, o Dr. João Pinheiro afirma já haver tratado cerca de 3 mil pacientes obesos com o GH.
O médico adverte, porém, que o GH deve ser prescrito com muito critério. "Antes de iniciar o tratamento o paciente é submetido a uma série de exames e segue um dieta, em que devem ser incluídas proteínas - para potencializar os efeitos do GH - e evitadas bebidas alcoólicas - por prejudicar a ação do hormônio", explica o médico.
Ele ressalta também ser imprescindível a realização de atividades físicas, como a musculação, para se obter bons resultados com o tratamento. "Sem atividade física, o hormônio não tem efeito", adverte, acrescentando que a intensidade dos exercícios realizados pelo paciente é estabelecida de acordo com a dose de hormônio prescrita. Além disso, o GH deve ser administrado à noite, por ser o período em que age no organismo.
"O GH isoladamente não traz benefício direto. Ele potencializa a ação de outros hormônios, como a insulina e o cortisol", adverte o Dr. João Pinheiro. Segundo o especialista, os efeitos colaterais do GH e as contra-indicações, em casos de pré-disposição a algumas doenças, devem ser analisados individualmente e monitorados periodicamente.